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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

“O MENINO POETA E A PRINCESA MENINA” (Fragmento)

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O MENINO POETA E A PRINCESA MENINA” (Fragmento)
Poema pós sonho de: Henrique Musashi Ribeiro - Em, junho de 2006

Hoje, como de outras vezes, perdi o sono...
Me peguei pensando em nossa história,
humanamente prematura, porém tida intensa,
mas não concordo com tal ínfima contagem cronológica.

Em um sonho daqueles, tão real, 
meu coração me disse
que este tempo não existe
E que o nosso encontro já havia se dado lá para as bandas de COLOBE
E aqui, próximo ao sol, neste 2.º plano existencial, 
nesta Terra
a palavra mais coerente e cabível, para falar sobre nós
é ‘REENCONTRO’.

Pois que o “véu do esquecimento” abriu uma fresta
pelo sopro atemporal do Espirito Universal 
e te vi em outro lugar...
Te vi tão alva, pura ainda mais meiga em vestes brancas
e os teus olhos tinham o brilho da estrela vespertina.
Estávamos todos diante da Grande Força Criadora
que em tudo ela estava.

Tu, assim como hoje, estavas a meu lado
e estranhamente me lembro de nossa primeira despedida
quando tu, lá,  me disseste:
- “ Vida, eu vou a Terra! Eu fui chamada para nascer...”
Sorri junto contigo, pois era o que todos nós naquela esfera queríamos - obedecer.
Entretanto uma suave angustia foi percebida. Sem saber o que dizer disse:
- “Vais nascer primeiro que eu?”

Tomei suavemente tuas mãos
e tu, percebendo a minha boa ânsia, 
me olhaste bem dentro de meus olhos.
E nossos olhos esquentaram como num possível choro 
em um curto silêncio:
- “Vida, mas eu vou te esperar. Eu vou te encontrar.
Não irei sossegar, enquanto de novo não poder estar contigo...”
Mas uma vez ficamos em silêncio...
Suspiro fundo e em teus olhos vejo a saudade.
- “Luz de meus olhos, vai em paz, mas peço que não te esqueças
de guardar o nosso caminho. Procura ser tu boa pessoa...”
Em silencio tu soltaste minhas mãos
- “Querida... Espera!? Não esquece...
Eu te amo e vou te encontrar!”
E tu pela ultima vez, naquele plano, me abraças...
Um ultimo olhar...
Sussurraste:
- “Guarda meu coração contigo...”
Era a despedida... 
Era o destino... 
Era sua escolha...

E tu foste sem olhar para trás.
Fiquei mudo... 
Apenas senti um vislumbre 
do seria a minha primeira dor.
E tu foste!

Deixando-me apenas a lembrança de  teu sorriso
que eu comparava ao sol de nossa esfera pré-mortal
E ansioso esperei por vir cada amanhecer, 
só porque me lembrava o teu sorriso
E por conta desta primeira despedida,
já nasci poeta,
pois já nasci com saudade...
Já nasci com vontade de chorar. (...)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sobre nossas escolhas...

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SUTRA

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SUTRA
Poema de: Henrique Musashi Ribeiro 

Tu tens medo de gostar do meu beijo
Toda essa marra é só pirraça
pois saiba que eu queria beijar bem mais
que simples pares...
Se quiseres e deixares ir-te além não tem problema
Não julgarei os teus desejos,
pois estou aqui pra realizar,
sou amante e não juiz!

Apenas tu me perguntas, com aquele olhar tão meiogo,
de cortar minha paz bem ao meio
- “Onde queres me beijar?” Enquanto jogas o cabelo
chicotendo minha volúpia bem no rosto
Cheio de vontade de te pegar com vontade,
sem dizer nada, te faria subir pelas paredes
em silêncio
O monologo seira apenas de teus gemidos e quixumes
eu beberia de todos os teus lábios
fluidos, odores e perfumes de mulher
a segurar-me pelos cabelos
entre tuas colunas torneadas de primavera
onde sol não pega,
mas minha boca alcançaria.

Faria tudo pra ver teu sorriso em meio ao teu busto lindo
de um belo ângulo, do lugar de onde estarei
sovendo e olhando... abaixo da linha de tua cintura
a brincar com tuas pétalas
a mercê de minha criatividade e minha boca
brincando cinicamente de sorver-te em caricias e carinho
 Enquanto mãos bobas passeiam livres
Ai... a boca curiosa sobe e desse
seguindo um trilha dourada da felicidade
invisível revelada ao sol
e encontra o umbigo.
E la se ficaria um pouco e as mãos refazendo o caminho
onde a boca já passou saborosamente.

Faz-se suspense, mas não pense que acabou...
sem pressa, apenas palavras desconexas,
erros fonéticos ou gramáticos
queria ver teu êxtase dramático
pêlo a pêlo
passar o nariz e boca em plenitude
e de leve te instigar,
afastar mais um pouco as tuas couxas
revelando tuas petelas, cépalas quatrifomes
da linda flor preferidamente entomecina
e la beberia com fome até verter o mel
o meu prazer seria ver-te tremer me minha boca
sentir-te pulsar e se retorcer
sem abandonar o carinho que eu tenho por ti.
In, XI/IX/MMXI

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pensamentos Soltos

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Pensamentos Soltos
De: H. Musashi Ribeiro - 20/nov/2011

Viver não é só uma dádiva
 Viver também é muito bom,
quando se vive a própria vida
e não a dos outros 
a vida se torna uma delicia...

Viver não é mero dom gratuito
Viver tem um intuito
“E cada um deve manchar
ao som de seu próprio tambor!”
Olhando pra frente,
e quem sabe pra aliviar o estresse
dizer um palavrão
ou fazer um careta engraçada,
mas sem querer imitar o gato do capeta...

Quem não sabe pensar briga
e se pensar demais 
já se sabe que falece um burro...
Fica estagnado quem fica em cima do muro
Trepados bastam as aves e os macacos
que ficam em paz, felizes
e livres, mas cada um
no seu próprio galho.






“Escolher o companheiro (a) por motivos e razões superficiais é maior roubada. Pior ainda quando nem se escolhe, mas apenas somos compelidos a interpretar um papel que o destino os impõe através de outros maus aprendizes da vida. Outros podem até influenciar na sua escolha ou até mesmo escolher por nós a vidas que iremos levar, mas no final das contas quem vai sofrer, sozinho, com tais decisões, somos apenas nós mesmos. E estes no máximo passarão a mão sobre nossas cabeças só para terem o prazer de nos chamar de coitados.” (Henrique Musashi Ribeiro)


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Neo Prostituição Familiar Consensual

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Neo Prostituição Familiar Consensual
Crônica de: Henrique Musashi Ribeiro – Em, maio de 2007.

      Desde que me entendo por gente, é quase uma unanimidade ouvir as mães desejarem à suas filhas um “bom casamento”, logicamente um "casamento feliz", desde que seja com alguém que lhes dê sustento. Claro! Até porque "AMOR" só "enche barriga" ao longo de nove meses, porém não paga contas.

     Geralmente, nestes papos familiares, o que menos chama a atenção é o substantivo ‘FELIZ’, a ficar subentendido no seu real sentido. E o substantivo AMOR, por sua vez, chega a ser inexistente e dispensável. Só faltam nos dizer para não confundir casamento com relacionamento afetivo.

    Hoje, balzaquiano e desmistificado, comprovo o que já desconfiava aos vinte e poucos anos de idade: que o caráter é medido pela quantidade de dígitos no contra cheque, ou pelo que aparentamos possuir, do que pelo seu "modus operandi", ou seja, pra ser considerado "digno", por certas famílias, poder galantear uma moça, estar na companhia da filha de alguém, sem sofrer alfinetadas preconceituosas, colher os louros sociais, você só precisa ter grana e é só, não precisa muitas vezes nem prestar. Você pode ser um mentiroso, suicida, psicopata, ladrão e etc, mas só não pode ser liso.
     Ter bom caráter, ser inteligente, esforçado, honesto e todas outras boas qualidades não te servirão de nada, serão apenas balela se você não tiver bufunfa  e o principal, aparecer arrumado. Isso já fará de você uma "pessoas descente" com pessoas ao seu redor para atestar seus valores, mas do contrario, se estiver liso, andando à pé, não importa se for a pessoas mais digna do mundo, logo atestarão uma falha no seu caráter, onde até o tipo de cabelo que você usa será usados contra você.

    Sei não, mas considerar o TER como principal critério para um homem me lembra um estabelecimento de bebidas e mulheres, onde"a dona da casa" olha pra cara do liso e diz: 
      - “Meu filho, é dinheiro na frente!”

     Antigamente não era muito diferente de hoje.  Uma boa condição financeira era uma exigência dos pais a constranger suas filhas, castas, a casamentos arranjados. Hoje elas nem são castas e nem se constrangem com quase mais nada. E a palavra fidelidade esta atrelada ao fato delas não treparem com outro e é só. Embora que nos sites de relacionamentos,  certas senhoras, declarem o seu tesão publicamente por outrem, seja este famoso ou anônimo.

    Atualmente, "curtir" é a palavra chave, mas os pais ainda torcem pelas filhas, mesmo que o príncipe encantado dela já tenha esposa e filhos. Tendo nome e grana está tudo certo e desmanchar casamento alheio é só um detalhe, pois família, para alguns mortos de fome, só tem que ficar bonito no discurso e na foto.

    E como em toda boa novela, a “outra” (ou o outro), talvez por ser pessoa "bonita" e de família bem abastada, vira par romântico ideal e o cônjuge traído, sacaneado e sabotado( muitas vezes pela própria familia de seu par) vira o antagonista ou a bruxa má da história de amor. É, meus amigos, cristãos aprendem rápido com a ficção das telenovelas.

    O que escrevo agora pode soar até careta, antiquado, mas entregar-se à intimidade (sexual), para obter sustento, geralmente é "papel de puta(o)", daquelas que dizemos ser “mulheres de vida fácil”. A diferença, talvez, seja que a puta se submeta a vários homens, mas elas dizem ao que vem, deixando-os cientes do que se trata:
     - “São só negócios!"
    Já certas “moças de família”, às vezes, se submetam a apenas um homem em prol de seu conforto, pelo menos até o dia que esta sinta necessidade de um carinho recíproco ou parecido com o que ela realmente gostaria. E aí acabe por procurar aventuras pra suprir “aquele desejo” que ela conta para sua melhor amiga ser o famoso “vazio sem explicação”. Então começam as mentiras, as dissoluções, que por sua vez gerarão outras mentiras. E também, do lado do companheiro que, certamente, sentira a diferença no trato e na monotonia de sua esposa a dizer-se afetada por uma enxaqueca quando for solicitada ao tálamo.

    Coração descomprometido, mesmo que casado no papel,  é espaço que pede por preenchimento, é espaço que grita: "HÁ VAGAS!"  E deste descompromisso nasce a traição. E toda estrela insatisfeita com o seu papel, não podendo recusar o personagem, interpretado no dia a dia, certamente irá exigir melhor cenário, figurino e cachê. E se a firma/marido quebrar ela vai embora mesmo. Como todo rato é a primeira a abandonar o barco que está a pique. Se bem que já vive sonhando em se agarrar com salva-vidas bonitão a beira mar, nem que seja para brincar de "LOST" por uma noite. 

       Estão aí as “Varas da Família” que não me deixam mentir.

    Sou grato pela família bem estruturada em que nasci e hoje também sou pai de uma menina de apenas 5 anos. Ela, um dia, se tornará uma bela jovem e certamente encontrará o seu par. Os critérios, que espero que ela abrace, sejam de encontrar um homem honrado e leal, que assim como seu pai, seja fiel a seus princípios. E este, a quem ela escolher (que também a tenha escolhido) não seja apenas o provedor abastado a garantir-lhe luxo ou sustento, mas seja um companheiro e não um cachorrinho que enterra mentiras dele e dos outros como se fosse o cocô que faz na vida alheia.
    Às vezes me pergunto por onde anda o AMOR. O que vejo, hoje, é a completa inversão de valores familiares. Valores a serem esquecidos diante da mera ‘aparência e satisfação social’. E os pais? Estarão impotentes ocupados com seus próprios problemas e bebendo cultura de massa pela TV?

    Sempre lembramos de atirar pedras nas velhas putas, nos homossexuais e em tudo que seja  inaceitável a nossa bela sociedade moralista, cristã apostólica do caralho de asa. Onde até uma tatuagem, um homem de cabelo longo ou usando brinco pode ser motivo de escândalo, mesmo que ele honre as calças que veste, contudo abraçamos outra versão discreta do mesmo "comércio humano", que nem chega a ser moderna, mas apenas velada e renovada; a neo prostituição familiar com o consenso de todos. Porém esta é apenas minha opinião!

    É minha opinião também quando digo que hoje é mais fácil levar uma mulher pra cama, do que levá-la ao altar, ou a um relacionamento estável, pois por mais que um raro homem lhe abra o sincero coração, estas abrem primeiro as pernas. E os parentes destas apenas cochicham: 
    -“Cadê a grana desse folgado?”

     E se o cara não corresponder às expectativas de todos, até às das amiguinhas da moça (caso ela pertença a um grupo de patricinhas desoladas), este terá sua vida amorosa dificultada.

  Toda atitude constante é questão de prática e costume. Chega a ser automático o interesseirismo a permear nossas escolhas.

    Não sou e nem estou querendo parecer rude ou puritano, mas acredito que SEXO é um subproduto do AMOR, isso se há amor. O contrário disso, sexo por sexo, é apenas ‘promiscuidade’. Com isso diremos:
    -“Promiscuidade’ é uma palavra pesada!”  Então vide o dicionário e talvez nos encontremos entre as linhas do pai dos burros, se, também,  olharmos a semântica do verbo “cafetinar”.

     Parece que não aprendemos o que é AMOR nem por definição, como bons "analfabetos sentimentofuncionais" que somos. Tratamos os nossos relacionamentos com leviandade. E o que deveria ser amoroso tratamos como um negócio de “impurroterapia” dos arranjos sociais, ou como mero satisfação de sensações, vitrine para os outros olharem, um impulso passageiro, o cio da juventude que nos fará gozar e continuarmos vazios. E isso não é só idiota, é frustrante também.

    Já há quem diga que o amor sincero quase não existe e o muitos outros afirmam, com todas as letras, que a "família é uma instituição falida", que o negócio é “curtir o momento” e só. O que se percebe são extremos! Ou na verdade seriam dois lados opostos da mesma moeda? De um lado os "desacreditados" e do outro lados os "cegos e sonhadores", mas enquanto isso nada se resolve, pois ambos andam apenas a procura de sua tábua de salvação. Talvez este pensamento explique o motivo que tantas uniões se desfaçam e, em contraste, nunca se viu tantas pessoas bem sucedidas que voltam para suas casas sozinhas, mesmo depois da balada onde estavam acompanhados e ainda deram aquela esticada no motel.
     Hoje, o normal, é que um relacionamento não dê certo, pois somos habituados a sermos homens e mulheres de curtição, somos apenas para uma noite e nada mais. E amanhã, seremos amigos como bons seres caninos.

    Mas como esta é apenas a minha opinião, ouso dizer que ainda acredito na importância fundamental de uma “família, emocionalmente, bem estruturada”. Ainda acredito no amor. E meu amor não está à venda, pois o respeito que tenho por meus sentimentos é raro e não tem preço. Embora que observando o testemunho prático de "bons cristãos", quais conheci, tem-se a impressão que dinheiro compra até amor verdadeiro.
    Acredito que isso é um reflexo desta nuance social, onde valemos apenas pelo que temos em nossos bolsos, somos tratados pelo que vestimos, onde o caráter é proporcional algo novo de 2 ou 4 rodas. E que Deus é Deus apenas onde Ele mora, lááááááá no Céu, mas que aqui na terra os seus filhos servem a outros três deuses, a superar sua influência divina, mas não sua popularidade que é apenas da boca pra fora. 

    Sabem quais são estes deuses?


    Seria a ‘Sagrada Família’? A ‘Santíssima Trindade’? Não!
    São eles o TER, o PODER e o PRAZER. Somos incentivados no berço!

   Mas eu ainda acredito, não na forma televisiva de amor, mas nos bons princípios e não nas cores das falcatruas sociais e na piedade falsa imposta pelas religiões. Acredito que se ama com a cabeça e não com o coração. A minha mente não é aberta, é arejada, e a minha inteligência, a minha educação e o meu discernimento são os leões de chácara do que entra e  ou sai de minha cabeça.

    “Sou e teimoso e sincero e insisto em ter vontade própria.” - Renato Russo

***

     Concordo com aquele dito popular que diz: 
    - "Se Deus fez algo melhor que a mulher deve ter guardado só pra Ele." Porque ainda não vi algo melhor, mas tem umas, aqui e ali, que envergonham o gênero.
        Para mim, a mulher, é a criação mais linda e valiosa que o Universo botou nesta terra.  São elas que dão graça e beleza aos nossos dias.  Sem querer generalizar, mas infelizmente parece que estão se esquecendo desse valor incomensurável.
     Queridas, adoramos as vossas opulências, essas partes também que nos fazem babar, mas vocês são muito mais que bunda, peito, chapinha e megabytes de esnobação. Vocês fortes, lutadoras, grandiosas e mesmo assim conseguem ser graciosas. Merecem muito mais  que a sociedade as impõe, quando tomam por paradigmas feminino mulheres que tem apenas um poposão e uma calça acochada. Babamos, mas não são apenas isso!
      Educação e respeito próprio ainda continuam sendo uma moeda de ouro que em todo canto vale. A maioria de meus poemas são dedicados a beleza de vocês e o faço com muita honra, amor e respeito.


       H. Musashi Ribeiro

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A DANÇA DA CHUVA

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A DANÇA DA CHUVA - Letra de: Henrique Musashi Ribeiro


Eu não menti, 

Mas me perdoa, meu coração! 

Tudo que eu disse eu senti 

Quando eu sorri eu estava feliz por nós dois 

Eu não menti pra você... 

Você é tão parecida comigo e isso é tão difícil de acontecer 

e mais difícil de entender quando não dá certo. 



Quando nós nos descobrimos, 

meu coração se abriu feliz que não podia nem acreditar. 

Cheguei a pensar que nunca mais me permitiria sentir algo assim por alguém 



Eu fui de longe pra encontrar você. 

Só pra conhecer aonde está o meu coração. 

Não, eu não menti, 

Mas me perdoa, meu coração! 

Eu descobri que não há apenas rosas, 

mas existe um mesmo oceano que navegamos, 

mas em barcos diferentes, 

assim como nossos Comandantes, 

embora que nosso General seja o mesmo. 



Você está tão firme no leme de seu barco 

e eu sou feliz, mesmo na proa do meu. 

Queria que fôssemos da mesma embarcação, 

mas quando fizerem a dança da chuva sempre um barco muda de direção. 

E você não sabe o quanto isso corta o meu coração, 

não saber de todas as respostas... 

Se chegássemos a plantar juntos nossas flores, onde elas iriam ficar? 

Sobre um púlpito ou enfeitando os pés de um altar? 

Não seria justo arrastá-la por amores 

e por minha vontade você venha a alterar suas cores. 

No começo tudo seria lindo, 

mas depois da dança da chuva o sol em nossos olhos não estaria sorrindo. 

A sua voz continua tão presente e seu perfume também, 

Mas já vi este filme, 

e sempre no final deste filme alguém sempre acabam odiando alguém 

Não quero isso pra nós, meu bem... 

Eu adoro você!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Sanatório do Capeta

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O Sanatório do Capeta
De: H. Musashi Ribeiro – Nov de 2011

Perdi o rumo do caminho com Maiakovski
Os bons se calaram
Cérberus emprestou brevemente sua valentia insana
A hienas fracas e sacanas,
Uma pequeno minotauro, magrelo e cegueta
vestiu-se de coragem na garapa da porta de casa
e ainda atrás de uma carroça tentou impressionar
com um jargão e uma careta.
Não tive medo, mas senti piedade,
pois seria maldade descer braço num bicho fraco,
chifrudo e covarde.
Tem gente que acha, que só porque rima,
Um bom contra cheque protege a cara de monte de bofete...
- É bom repensar, estupido bovino rocim!


Ades vendo a festa sorrelfa inspirou a dissimulação
ao caráter sinistro dos que tinham cãs, mas não tinham vergonha.
As beatas abriram os porões de seus túmulos
E a podridão, oriunda destas almas, decompostas
empestou o ambiente olfativamente fatigado
E somente eu senti a carniça
Pois com tal nojeira não estou acostumado
Mas quem sabe entende:
- “A árvore cai pro lado que pende.”


Em mistura a traição com o glacê da gratidão
gestos bizarros e descabidos foram deflegrados
como uma sinfonia romântica regida pelo próprio Satã
a regozijar-se dos seus seguidores prediletos e discretos
que dizem frequentar a igreja de Cristo,
mas agem como vândalos, saqueadores, harpias
ou outro grasnador bicho:
- NOS AMAMOS NOSSO SENHOR!


E o diabo sorrio!
E confesso que ri também
Não pela feiura do momento,
mas aquele teatro demente do exagero
me pareceu tão ridiculamente patético.
E quando sorri ascendi a fúria dos insanos
Vem uma dissoluta rimando com o adjetivo pejorativo
que riam com sua conduta,
daquelas que anda atrás do alheio
veio a agredir-me como típica fuampa
a cantar de galo briga em defender sou lupanar
ladrando:
- Queremos colocar este cachorro no lugar!


Esta coitada não apanhou por piedade e educação do algoz
que percebera tanto medo em meio do segredo
que diz que agressividade é puro medo
de perder ou ser ferido
E o algoz já fora querido
e a defensora de alma decaída carrega uma grande cicatriz
de sua impotência feminina incapaz de ter ou dar prazer
a não ser o orgasmo que tem ao ‘dissolutar’
Amam como chacais, cães covardes, animais
que ladram ao redor do osso e de suas migalhas
- o tesouro dos canalhas,
suicidas e quiçá ladrões de outras modalidades
que não são consideradas um delito,
pois quem mente rouba,
nem que seja apenas o tempo em escutar charlatões
que falam tanto de um Cristo,
mas a fé não foi suficiente pra afinar o crivo
ou curar tamanho desequilíbrio e ambição


A mentira um estigma que corre atrás de seus usuários
Um padrão já a muito visto resgatado do meio do lixo
Coisas que vem lá dos tempos de trás
Varridas pra debaixo do tapete
Que já desistiu de segurar tantos esqueletos
Que agora escapam pelas bordar tais caveiras dizendo:
 - Queremos falar!


Costume e rotina já repetida da alma sebosa
que transita entre reza e cascata
Cobrado fé em deus e altos princípios
Entre os poucos mandamentos que escolham obedecer
Com maneirismos e atitudes tão capenga.


Não mais me pasmo ver tanta gente
querendo matar ou se matar e depois
responsabilizar os outros.
Só pedi, por favor, a uma turba,
que não sujassem o tapete e nem as paredes,
do lugar que eu pensava ser meu lar,
com o seu sangue imundo e covarde,
mas foi inútil pedir,
pois estes sujaram até o meu nome
quando não obtiveram êxito
em sua própria desgraça


Onde anda os princípios?
Onde andam aquele tempo,
Pois me lembro até de cortesãs mais honradas
E hoje família tão corporativa, dinheirista e idiota
Cada membro dessa bosta
um dia receberá por cabeça a adesão de um CNPJ.
Todos somos santos agora em auto indulto invenções
Estou ciente meu santo Budha
Que as piores coisas do mundo foram feitas com a melhor das intenções
E pior bandido é aquele de se veste de cabelo,
roupa e crença de pessoas decentes
A erguer cortinas bairrista de fumaça apontando descrentes
Vão igreja enquanto se alegram e se gabam do mal
rindo entre dentes
fazendo de uma fé bonita algo tão incoerente
e de crimes discretos algo tão banal.








sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Kokoro‏ No Kashimashi

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Kokoro‏ No Kashimashi
Poema de: Henrique Musashi Ribeiro - Em, agosto de 2011

Mesmo a polegadas de distância de teus joelhos,
o que parecia impossível
eu fiz!
Em meus pensamentos,
toquei e beijei tua boca por
muitos ciclos temporais...

Meus olhos invadiram cada fresta do teu jeans
e assim como o ar do ambiente
preenchi cada vinco de tua blusa
e curvas de tua silueta
em um festa desesperada de um amante silencioso
de lábios nervosos e ansiosos por sorver cada linha
dos teus brios

Senti a circunferência macia de teus seios,
o volume voluptuoso de tuas ancas
entre meus dedos
tão bem postas sobre aquele acento 
que eu desejei ser o meu colo
enquanto exalava o teu pescoço
como se tu fosse a últimas das rosas…
Tudo isso no instante de um lapso temporal
viajava em teus olhos em profundo silêncio
em meio a um sorriso bobo a enfeitar
o meu rosto admirado, embevecido
com tua beleza tão singela e singular,
quando apenas toque em teu braço
e acariciei de leve apenas tão de leve,
mas minhas intenções foram bem mais adiante
de querer dar-te tudo de mim em ti
até o espasmo conjunto de nosso ser
em que tu cairia exausta e satisfeita
sobre o meu peito...

Te Desejei hoje mais do que ontem...
bem mais do que imaginas
Minha boca veio a formigar da vontade
quase incontrolável de te roubar um beijo
ao tempo da inquietude de minhas mãos tranqüilas
ao disfarçar o barulho do meu coração
que sabe esperar...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fetiche Posada

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"Fetiche Posada "
De: Henrique Musashi Ribeiro


Vem oculta pela escuridão do ninho alugado
e de tua timidez
tão instigante quanto tuas  opulências,
mas tão me bastará sentir tuas curvas e perfume
a aguçar o meu mais profundo desejo,
minha senhora!

Vem!
Avança como fera sedenta
sobre tua presa igualmente faminta
por arrancar teus mais gostosos suspiros
e ais...

Quero envolver teus lábios
com a minha boca
Enquanto segura-me aos cabelos sorvendo
forte e deliciosa a minha língua
Nos instante de um balanço onde
meu peito fricciona os teu seios rígidos
E minhas mãos prendem-se as tuas ancas...
Puxo e passo os teus quadris macios
contra ‘o meu’ em riste
a procura do melhor encaixe inquieto.

Arranha as minhas costas,
a medida que desço os meus lábios lascivos
E beijo louca e perdidamente tuas orelhas e pescoço
– Enquanto ofegas dizes coisas sem nexo...
Minha boca procura os teus seios... rígidos mamilos
que parecem convidar minha língua e boca
a sorvê-los de maneira doce e alucinada.

Aaaahhh! Diz-me o quanto queres!
E descerei por tua barriga e umbigo,
enquanto vejo-te retorcer em doce arroubo...
Não paro... Ventre gostoso....
Não paro... Belo monte de Vênus...
Continuo... Afasto as tuas cochas... (nooosssa!)
Beijo saboroso entre elas...
Beijo tua orquídea o botão
e todas as tuas pétalas quatriformes.
Beijo-me, à língua quente, todos os pares de lábios
rubros, trêmulos e pulsantes.
Beijo explorador profundo e fecundo...
Sepulto a minha língua em tua rosa
Tu urras... Me pedes mais...
- “Não para!”
Beijo... Sorvo... Acaricio...
Beijo... Lambo... Sorvo...
Teu corpo estremece... Trepida...
Cavalgas, cada vez mais acelerada,
a minha língua e boca
Até deixar teu corpo explodir
o teu gozo em meus lábios sedentos
Por beber em tua fonte
os teus fluidos de Vênus.

Depois desta doce agonia,
seja esta curta ou demorada a tua chegada,
te convidaria com os meus olhos
 a uma doce e frenética cavalgada
onde eu seria tua sela...

Dança sobre mim do teu jeito menina mulher
e te faz inesquecível
prolixa com os mesmos bordões,
queixumes, pedidos e declarações
enquanto pareces querer sugar-me
para dentro de ti

Aceito o teu convite...
Agora quero vestir-me de ti
Quero tua ‘figa’ e pernas agasalhando meus lombos
em meio a idas e vindas alucinadas,
violentas embaladas pelas letras
de teu repente desconexo de tua canção dissonante
Cantiga deliciosamente profana e monotemática.

Vem...
Chama-me do que quiseres...
Monta sobre tua sela!
E dança, e dança, e dança...
Dança sobre mim, que sou teu ombro,
mas também sou teu colo riste
Vem...
Vem...
Chama-me do que quiseres...
Monta sobre tua sela!
E dança, e dança, e dança...
Dança sobre mim,
que sou teu colo riste...
Dança sobre mim do teu jeito menina mulher
E, sem a dita vergonha,
te faz inesquecível...
Vem que eu te quero do jeitinho que tu és...
Minha Luz!